Metodologia Ohana
Sua equipe está bem? Como você sabe?
A Metodologia Ohana ajuda líderes a enxergar, com dados, se a equipe está melhorando, piorando ou estável, e o que fazer a respeito.
Quase toda decisão de liderança começa com um palpite.
Todo líder tem uma sensação de como a equipe está indo. Ela vem da conversa de corredor, da reunião de ontem, do humor geral da semana. Funciona bem, até parar de funcionar.
Quando chega a hora de uma decisão importante, promover alguém, renegociar um prazo, cortar escopo, essa sensação vira a base da escolha. E sensação não mostra se as coisas estão melhorando ou piorando, nem para onde a equipe está indo.
A Ohana troca essa sensação por dados organizados. Sem virar uma burocracia de relatórios que ninguém lê.
Uma camada que ajuda o líder a enxergar melhor o que já gerencia.
A Metodologia Ohana é um jeito de organizar dados sobre pessoas, equipes, atividades, projetos e produtos. Com ela, o líder sabe, a qualquer momento, como cada um desses pontos está indo, se está melhorando ou piorando, e para onde tende.
Não é mais um framework de gestão
A Ohana não compete com PMBOK, Scrum ou qualquer método que você já use. Ela é uma camada de cima, que ajuda a ver com clareza o que já está sendo gerenciado.
Por que "Ohana"
Ohana é uma palavra havaiana ligada à ideia de família, de que ninguém é deixado para trás. É a mesma lógica aplicada aos dados: nenhuma parte da equipe fica sem ser observada.
Três grupos de trabalho, girando em ciclo
A Ohana funciona em três movimentos que se repetem. Eles não são etapas de um projeto que terminam: giram de novo, sempre.
- 01
Analisar
Decidir o que vale a pena medir e por quê.
- 02
Mensurar
Coletar os dados de forma consistente.
- 03
Controlar
Acompanhar a tendência ao longo do tempo e agir antes que o problema fique grande.
Cinco pontos de atenção
Você aplica os três grupos de trabalho a estes cinco segmentos. Nenhum é mais importante que o outro: você escolhe por onde começar conforme a necessidade da equipe.
Pessoas
Cada integrante da equipe. Como cada pessoa está, o que a motiva e onde precisa de apoio.
Equipes
O grupo como um todo. A confiança, a comunicação e o clima entre quem trabalha junto.
Atividades
O trabalho do dia a dia. Como as tarefas rotineiras andam e onde travam.
Projetos
As entregas com começo, meio e fim. Prazo, custo e qualidade sob controle.
Produtos
O que a equipe entrega para o mundo. Como o produto se comporta ao longo do tempo.
Quanto do combinado a equipe de suporte cumpre?
Imagine uma equipe de suporte que promete responder chamados em até duas horas. Você define os dois extremos: o pior cenário aceitável e o cenário ideal. Depois, é só ver onde a equipe está hoje entre eles.
O número sozinho diz pouco. O que importa é a distância até o cenário ideal e como essa distância muda ao longo das semanas. Se ela está encolhendo, a equipe melhora. Se cresce, é hora de agir, antes que vire um problema grande.
Edson Pereira Santos
Mais de 20 anos em tecnologia e hoje Gerente de TI. Mestrando em Direção Estratégica e Engenharia de Software. Criei a Metodologia Ohana em 2022, a partir da necessidade prática de saber, com dados e não só com intuição, como as minhas equipes estavam de verdade.
Quer entender a fundo?
O artigo completo traz a base teórica, as equações e as referências que sustentam a metodologia.